// TECNOLOGIA IMERSIVA LEVADA A SÉRIO

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DOOM NA AIRFYER

LAB

GAME

THIAGO ATAIDE direção de experiência | OSVALDO ORTEGA comercial | LUCAS MACHADO direção de tecnologia | GUSTAVO FLAUZINO impressão 3D e supervisão de operação

ClientE

Seara

agência

Druid

Execução tecnológica

Leafbone

SÃO PAULO

2025

A Seara não é exatamente a primeira marca que você espera ver se destacando em um evento como a Gamescom Latam. Ali, tudo costuma girar em torno de grandes estúdios, trailers aguardados há anos e filas para jogar lançamentos inéditos. Uma empresa do ramo de alimentos, em tese, passaria despercebida. Talvez justamente por isso a ideia tenha sido tão boa.

A Seara levou essa provocação para a Druid, que chamou a Leafbone para transformar a ideia em algo real. A proposta não era competir com os jogos, nem tentar parecer uma publisher. Era chamar atenção de outro jeito — falando diretamente com a cultura gamer, sem intermediários.

Tudo partia de um meme antigo e muito conhecido:

DOOM roda em tudo.

Ao longo dos anos, o jogo apareceu nos lugares mais improváveis possíveis — alguns como curiosidade técnica, outros só como piada visual. Mas sempre existia a provocação: “menos na airfryer”.

A ideia aqui não era exagerar. Era fazer o oposto: pegar essa piada da internet e tratá-la com seriedade suficiente para que funcionasse de verdade. Algo que você olha, entende em segundos e pensa: “isso não pode estar acontecendo” — até pegar o controle e jogar.

Desde o começo, havia uma regra silenciosa: a airfryer precisava continuar sendo uma airfryer.

O desafio não era transformá-la, mas descobrir até onde ela podia ir sem deixar de ser o que é. O impacto vinha justamente disso — parecia simples demais para ser verdade.

De longe, uma simples airfryer

De perto, um “console” curioso e inesperado.

Um dos elementos mais lembrados do projeto não nasceu de briefing. Em meio aos testes, alguém guardou o joystick dentro da gaveta da airfryer apenas para liberar espaço. Quando a gaveta foi aberta de novo, a imagem estava lá — óbvia, inesperada e perfeita.

Abrir a gaveta, encontrar um joystick e jogar. Não precisava explicar mais nada. Aquilo virou parte da experiência. Um pequeno ritual de descoberta que funcionava sempre.

No evento, a experiência se explicava sozinha. As pessoas formavam fila, jogavam por cerca de um minuto e saíam comentando com quem vinha atrás. Não havia tutorial, nem mediação longa. O entendimento era imediato.

Ao longo da Gamescom, foram mais de 6.000 gameplays registrados. O fluxo nunca parou. Pessoas voltavam trazendo amigos, apontavam de longe, filmavam e comentavam enquanto esperavam a vez.

Além do público geral, muitos influencers e jornalistas passaram pela ativação. Gravaram vídeos, fizeram entrevistas, registraram reações ali mesmo, ao lado da airfryer.

As respostas seguiam um padrão quase coreografado: surpresa, riso e a constatação inevitável — “não é truque, dá pra jogar”.

Esses conteúdos começaram a circular ainda durante o evento, ampliando o alcance da experiência para além do espaço físico da Gamescom.

O impacto foi imediato. Em um evento dominado por grandes lançamentos, a Seara se destacou de forma orgânica. O sucesso foi tão grande que a marca ficou entre as três mais mencionadas espontaneamente durante todo o evento — um resultado expressivo em um ambiente tradicionalmente ocupado por publishers e estúdios de games. Veja alguns dos destaques sobre a Doom fryer:

'Doom' na Airfryer viraliza e reforça meme na Gamescom Latam

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Como e por que a Seara está apostando nos games e eSports?

Como acabamento final, as airfryers receberam uma pintura especial. Cada unidade se tornou um objeto único, criado especificamente para aquela ativação. Mais do que um equipamento de evento, virou uma peça exclusiva — quase um item de colecionador.

Depois do evento, a conversa continuou. A “Doom Fryer” conquistou espaço no site Can It Run Doom?, que reúne os dispositivos mais inusitados do mundo onde o jogo já foi executado.

Com isso, a Seara se tornou a primeira marca a integrar oficialmente essa plataforma — um território ocupado por hackers e entusiastas independentes.

Como desdobramento simbólico desse reconhecimento, a Druid enviou uma das airfryers para a Bethesda, publicadora de DOOM sob o guarda-chuva da Microsoft, como registro físico da experiência.

O projeto também foi amplamente premiado, reconhecendo não apenas a ideia, mas a forma como ela dialogou com a cultura gamer de maneira legítima, respeitosa e memorável.

No fim das contas, foi isso. Uma piada da internet levada a sério o bastante para funcionar em escala real. DOOM rodou na airfryer.

Rodou bem. Foi jogado mais de seis mil vezes. E quem passou pela Gamescom 25 lembra.

Números do projeto

GAMEPLAYS
0
SEMANAS DE DEV
0
PESSOAS NO EVENTO
+ 0 k

{
SAO_PAULO <BR>
LEAFBONE (2026);
}